sábado, 10 de junho de 2017

14 Grandes Autores Para Crianças

14 Grandes Autores Para Crianças

Que tal dar uma forcinha extra para seu filho tomar gosto pela leitura apresentando-o a textos de autores consagrados?
Há bons exemplos de escritores que, depois de se consolidarem na literatura adulta, enveredaram pela infantil.
Caso da mineira Adélia Prado, que, em 2006, fez sua estreia com o livro para crianças Quando Eu Era Pequena e lança, em setembro, seu segundo título infantil, Carmela Vai à Escola.
O peruano Mario Vargas Llosa, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 2010, é outro que, após uma carreira premiada, resolveu se aventurar a escrever para crianças, tarefa que ele classificou em entrevistas de “mais difícil” do que escrever para adultos. Fonchito e a Lua, é seu primeiro título para o público infantil.
E esse não é uma fenômeno recente. As prateleiras das livrarias estão recheadas de livros feitos para os pequenos por nomes estrelados da literatura brasileira e estrangeira.“Há ainda casos de escritores que, apesar de nunca terem produzido para as crianças, tiveram trechos de suas obras “reendereçadas” para os pequenos, em edições com ilustrações caprichadas para prender a atenção dos pequenos leitores”, diz João Luís Ceccantini, professor de literatura brasileira da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Assis, no interior de São Paulo.
Caso de Dez Bons Conselhos de Meu Pai, de João Ubaldo Ribeiro, outro título lançado no primeiro semestre. A obra, na verdade, era o apêndice de um livro sobre política que o autor baiano escreveu há 30 anos.
Mesmo esses autores tendo valor literário indiscutível não vale impor esses livros como única possibilidade de leitura para as crianças. “O leitor se forma na diversidade”, alerta o o professor Ceccatini. Confira a seguir sugestões de livros de importantes escritores:
1. Adélia Prado
A infância da menina Carmela em uma cidade pequena é o fio condutor da história. Já os pais terão a sensação de estar lendo as memórias da autora.
Carmela está de volta, mas agora tendo como cenário a escola. Apaixonada por livros e muito estudiosa, é também muito faladeira e até troca de lugar com a melhor amiga.
Ilustrações: Elizabeth Teixeira
2. Mario vargas Llosa
Fonchito e a Lua (Objetiva)
O menino Fonchito é apaixonado pela colega Nereida. Um dia, enche-se de coragem e pede a ela um beijo no rosto. A menina o desafia a trazer a Lua em troca do gesto.
Ilustrações: Marta Chicote Juiz
3. João Ubaldo Ribeiro
“Não seja amargo”, “Não seja burro” e “Nunca seja medroso” são alguns dos conselhos que o autor recebeu de seu pai e coloca nessa obra.
Ilustrações: Bruna Assis Brasil

4. Clarice Lispector
Joãozinho é um coelho de pêlo branquinho que, quando a fome aperta, dá um jeito de abrir sua gaiola e sair em busca de comida. Nessas saídas, pega gosto pela liberdade.
Ilustrações: Flor Opazo
5. Érico Veríssimo
Preocupado com a desobediência do filho, Fernando, seu pai lhe dá de presente um livro. O menino se encanta com a história do Capitão Tormenta que viaja o mundo em um avião vermelho. Quando Fernando ganha um aviãozinho, está armado o cenário para muitas aventuras.
Ilustrações: Eva Furnari

6. Pablo Neruda
“Por que o tubarão não ataca as impávidas sereias?” e “A fumaça fala com as nuvens?” são duas das 74 perguntas fora do comum do livro do poeta chileno, que faz o leitor criança ou adulto refletir.
Ilustrações: Isidro Ferrer
7. Manoel de Barros
Poeminha em Língua de Brincar (Record)
Um dos livros da produção infantil do poeta mato-grossense, iniciada a partir de 2000. Na obra, palavras e ilustrações, criadas pela ilustradora filha do escritor, criam um mundo cheio de simbologias.
Ilustrações: Martha Barros

8. Mário de Andrade
Será o Benedito? (Cosac Naif)
A construção de uma relação de amizade entre um homem vindo da cidade grande e um menino de 13 anos que vive na Fazenda Larga, no interior de São Paulo, é o tema desse livro.
Ilustrações: Odilon Moraes
9. José Saramago
O Silêncio da Água (Companhia das Letras)
À beira do rio Tejo, em Portugal, um menino vai pescar e fisga um enorme peixe, que arrebenta sua linha. Essa memória de infância do autor português é o ponto de partida da história.
Ilustrações: Manuel Estrada

10. Jorge Amado
Fábula sobre o amor impossível entre um gato mau humorado e uma bela andorinha. O autor escreveu a história por causa do aniversário de um ano de um dos filhos e não tinha intenção de publicá-la.
Ilustrações: Carybé
11. Anton Tchékhov
Cachtánca (Editora Globinho)
Um dos mais famosos contos de Tchékhov ganha tradução de Tatiana Belinky. A cadelinha vira-lata Cachtánca, depois de se perder de seu dono, que a maltratava, encontra um novo lar que a acolhe. Cachtánca se encanta com a nova família, mas será que nunca mais vai matar a saudade de seu antigo dono?
Ilustrações: Rebeca Luciani

12. Paulo Leminski
O Bicho Alfabeto (Companhia das Letras)
Chuva, mar, céu, estrelas, pássaro… até japonês aparece homenageado em versos nesse livro. Tudo fruto das vinte e seis patas do bicho alfabeto nas mãos do talentoso escritor curitibano Paulo Leminski. Os poemas foram selecionados do livro Toda poesia, que reúne toda a obra poética do autor.
Ilustrações: Ziraldo
13. Julio Cortázar
Discurso do Urso (Record)
Uma reflexão cheia de humor e surrealismo (características das obras do escritor argentino) de um urso que vive nas tubulações de um prédio e conta, em primeira pessoa, o cotidiano e curiosidades das pessoas que ali moram.
Ilustrações: Emilio Urberuaga

14. Carlos Drummond de Andrade
Rick e a girafa (Editora Ática)
O livro reúne 29 histórias curtas e divertidas escritas por Carlos Drummond de Andrade. No conto infantil ‘Rick e a Girafa’, Drummond conta a história de Rick, um garoto que sonha em viajar no lombo de uma girafa, com uma narrativa agradável como só um grande poeta como ele poderia escrever.
Ilustrações: Maria Eugênia
Com organização de Carlos Felipe Moisés, ‘Poesia faz pensar’ mostra o lado poeta de Carlos Drummond de Andrade e prova que poesia pode, ao mesmo tempo, ser uma leitura leve e reflexiva. O livro traz ainda outros representantes da poesia em língua portuguesa, desde o século XVI até o presente, como Luís de Camões, Olavo Bilac, João Cabral de Melo Neto, Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes e Mário de Andrade.

Crônicas 1 (Editora Ática)
Em ‘Crônicas 1’, da coleção Para Gostar de Ler, você pode descobrir a vertente cronista do mineiro Carlos Drummond de Andrade. A autor é acompanhado por outros três grandes cronistas: Rubem Braga, Fernando Sabino e Paulo Mendes Campos.
(Autora: Adriana Nogueira)
(Fonte: educarparacrescer.abril.com.br )

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Sementes para pais e educadores...

A infância é o melhor tempo para semear. 
Você é o jardineiro. 
Cuide bem de seu jardim, afinal você vive nele.

http://alexaguerra.blogspot.com.br/



terça-feira, 2 de maio de 2017

Mensagem para dia das mães.

MÃES E FLORES.


Já notou como associamos mães com flores?
As mães são como as flores: perfumam, embelezam, anunciam a vida!
As mães como as flores: são sensíveis e ao mesmo tempo resistentes.

Algumas estão firmes realizando a sua missão de gerar e manter a vida!

Infelizmente, outras mães estão murchas, ressecadas, esgotadas...

Estão desanimando, e colocando em risco os frutos...

Já pensou se as flores se cansarem de serem flores?

Todos os frutos, perfumes e belezas estariam ameaçados!
Se as mães desistirem... Toda geração estará condenada ao sofrimento, ao esfriamento, ao fracasso.
Algumas mães já desistiram: de amamentar, de proteger, de elogiar, de corrigir, de criar, de se dar...
Preciosa mãe: não tenha medo! Pois o seu Criador, O SENHOR Todo Poderoso, será o seu marido e o seu Salvador!
O SENHOR Deus te diz: “O meu amor por você não acabará nunca, e a minha aliança de paz com você nunca será quebrada.” Isaías 54:10.
Volte-se para Deus, como as flores buscam a luz!
“Mudem sua maneira de viver e abandonem seus maus pensamentos.” O mau envenena a alma.
Você vale muito mais que as flores.
Mãe, não desista!
Seja como as flores! Embeleze seu jardim, independente de como esteja o solo.
Pois não há esperança de vida sem vocês!
Não posso imaginar o mundo sem mães, que desempenham o seu belo papel.
Assim como não posso imaginar o mundo sem a riqueza das flores, pois são elas que asseguram a reprodução da espécie.

Por: Alexandra Guerra -> http://alexaguerra.blogspot.com/

sábado, 25 de março de 2017

Páscoa é abnegação.


Sua proposta de vida não foi atendida por muitos.

Condenaram este homem e crucificaram-no ignorando os seus propósitos para um mundo bem melhor.
Houve dor, angústia e escuridão.
Por três horas o sol se recusou a brilhar, a lua se negou a iluminar a Terra... 
 Até que ao terceiro dia a vida rompia e abria o caminho que Ele anunciou.
A páscoa existe para nos lembrar deste momento inigualável chamado ressurreição.
Resultado de imagem para correntes quebradas libertaçãoRessurreição da alegria de viver, da bondade, do amor.
Ressurreição da amizade, da vontade de ser feliz.
A Páscoa é a comemoração de uma verdade que não é anunciada pelos ovos de chocolates e dos coelhinhos da páscoa:
Cristo morreu e ressuscitou.
Ele nos ensina a valorizar nossas virtudes e a ressuscitar sonhos já foram enterrados no íntimo de nossos corações.
Que nossa páscoa seja celebrada diariamente, que possamos encontrar em nós e ao nosso redor - amor, tolerância, compaixão, paz, fraternidade, companheirismo, porque isso sim, é o verdadeiro sentido da Páscoa.
Em uma palavra? Abnegação: que significa a renúncia espontânea do interesse ou conveniência própria. Para que assim, de mãos livres possamos abraçar o outro, em seu benefício e não em nosso apenas. É difícil, mas podemos conseguir! Você quer deixar suas mãos livres?

Feliz Páscoa!
Alexandra Guerra. (http://alexaguerra.blogspot.com.br/)

sábado, 18 de março de 2017

"Pai, ninguém pode suprir sua falta."


"Preencha a vida dos filhos com a profundidade do amor e proteção que somente um pai pode oferecer. Pai, ninguém pode suprir sua falta." Alexandra Guerra. 

quarta-feira, 15 de março de 2017

Não eduque seus filhos pelo que você vê no Facebook É muito fácil viralizar informação duvidosa sobre a educação das crianças

http://brasil.elpais.com/brasil/2017/03/10/internacional/1489161790_174837.html
Peppa Pig causa autismo. Quem está dizendo é a Universidade Harvard, segundo um site espanhol chamado Por Qué No Se Me Ocurrió Antes. A notícia, segundo essa versão, teria sido ocultada “devido à popularidade do programa, mas a Internet ajudou a difundir seus resultados”. Mais de 629.000 pessoas compartilharam no Facebook.
Você é daqueles que acalmam os filhos com um tablet? “Pode causar um dano irreversível a eles”, diz o centralinformativa.tv, numa notícia que teve 947.000 interações no Facebook. “As crianças passam mais tempo brincando com aparelhos do que interagindo com pessoas”, lamenta o texto.
Em 2016, falou-se muito de notícias falsas na política. Mas, no Facebook, as de maior sucesso dizem respeito a um assunto mais delicado: nossos filhos. Uma seleção dos textos sobre pais e filhos mais curtidos e compartilhados no ano passado no Facebook mostra que a maioria deles tem um vínculo escasso com a realidade, embora sempre haja um professor ou universidade citados aleatoriamente para dar peso à notícia.
O estudo que acusa a Peppa Pig de causar autismo não existe, nem o pesquisador de Harvard que fez a descoberta. A notícia sobre os tablets traz uma visão enviesada e sensacionalista de um trabalho de Jenny Radesky, da Universidade de Michigan, que recorda como seu artigo na revista Pediatrics foi “confundido com um estudo” e “tergiversado como prova de que tablets e celulares danificam o desenvolvimento socioemocional das crianças”.
Quando alguém adapta um estudo com o objetivo de viralizá-lo, há muitos outros links que pegam carona na matéria principal. Os textos em espanhol costumam copiar um original em inglês. “Mães insuportáveis formam filhas bem sucedidas”, por exemplo, se baseia num estudo da Universidade de Essex que saiu inicialmente no jornal britânico Daily Mail. A autora, Ericka Rascón Ramírez, lamenta o enfoque: “Infelizmente o Daily Mail interpretou mal a maioria das minhas conclusões”. O original falava em “nagging mothers” (mães insistentes). Quando chegou ao espanhol, as mães já tinham virado “insuportáveis”. Rascón Ramírez dá por perdida a batalha contra a viralidade – “Outro dia vi algo em sueco”, conta –, mas aproveita para esclarecer o que queria dizer no seu trabalho: “Falo de pais, não só das mamães. ‘Insuportável’ significa dar bronca, e não é assim. O estudo conclui que os pais com altas expectativas para seus filhos são os que mais investem em seu capital humano, os que mais falam e mais se envolvem”, diz. Desse “falar com eles”, o Daily Mail – sem jamais ter entrado em contato com Rascón Ramírez – passou a um adjetivo novo para o seu título, com mais pegada. Daí para viralizar era um passo. A verdade se perdeu pelo caminho.
A matéria em espanhol sobre as “mães insuportáveis” tem mais de 1,5 milhão de interações no Facebook. Para fins de comparação, no último ano em todo o mundo apenas quatro notícias com a palavra “Trump” superaram essa cifra, segundo o Buzzsumo. O The New York Times não teve nenhuma notícia com mais de 700.000 interações no último ano.
A mesma notícia com outro título fez menos sucesso: “Seus filhos têm mais chances de serem bem-sucedidos se você for uma mãe que pega no pé” teve apenas 243.000 interações. O título é crucial para conseguir tráfego, já que é o que se compartilha. Por isso, costuma ser forçado para gerar mais cliques: “O mau humor do pai causa problemas no desenvolvimento emocional e cognitivo dos seus filhos” – algo quase lógico. A armadilha é que “mau humor” na verdade se refere a “quadro depressivo”, enquanto “pai” deveria ser “pais”. Teve mais de meio milhão de interações.
Um bom viral precisa contar aos pais o que fazer e o que temer, não coisas vagas. Mas no mundo real é difícil averiguar quais fatores são relevantes.
“Crianças mais respondonas serão adultos bem-sucedidos, revela um novo estudo”, diz um textocompartilhado mais de 445.000 vezes. Mas o único “estudo” citado é a opinião de um psicólogo, Kelly Flanagan, que fundou uma associação chamada Clínicos Artesãos Unidos. As mentiras e exageros podem afetar marcas: “KINDER OVO É CANCERÍGENO, você está MATANDO SEUS FILHOS por um brinquedinho!” – o que na verdade seria algo muito mais matizado e complexo. Ou que, na hora de dormir, “psiquiatra demonstra que crianças que se deitam tarde sofrem mais transtornos”. O psiquiatra é o brasileiro José Ferreira Belisario, que escreveu um livro sobre saúde em 1963. O texto se atreve com frases específicas: “O hormônio do crescimento começa a agir à 0h30, na quarta etapa do sono”.

A ciência não costuma ser tão definitiva

Os estudos científicos quase nunca produzem manchetes tão boas. São mais precavidos. As notícias falsas sobre educação são alvo de inúmeros lamentos de cientistas cuja prudência foi destruída por uma boa manchete. Assim parecem se formar a sabedoria popular e os preconceitos. Um bom viral precisa contar aos pais o que fazer e o que temer, não coisas vagas. Mas no mundo real é difícil averiguar quais fatores são relevantes. O que importa mais na educação de uma criança? É dificílimo isolar apenas o fator tablet na educação e compará-lo com os outros. Muitas condições se dão simultaneamente: as crianças se distinguem pelo tablet, mas também por seu colégio, porque são filhos únicos, pela lactação, pelo bilinguismo, ou pela renda de seus pais.
Também se exagera no efeito de cada decisão. De pouco importa o fato que seus filhos verem Peppa Pig ou não. Aqui, entra em jogo o efeito foco. O vencedor do prêmio Nobel e professor de Princeton Daniel Kahneman explica assim: “Nada na vida é tão importante quanto lhe parece quando está pensando naquilo”. Ou seja, exageramos o peso do que temos na cabeça. "Isso não significa que as coisas verdadeiramente importante não existam, mas sim que coisas sem importância nos parecem importantes quando pensamos nelas", acrescenta. E os pais costumam pensar nessas coisas.
Kahneman explica com um exemplo: a educação é um dos fatores que melhor servem para prever o salário de uma criança quando adulta, mas explica apenas 10%. Se todos os jovens recebessem exatamente a mesma educação elitista das crianças ricas, a desigualdade de renda continuaria sendo enorme. Os outros 90% dependem de outras coisas além da educação, como a renda dos pais, o bairro onde eles cresceram. O fato de um garoto pobre nascer em Seattle, por exemplo, aumenta em 15% o dinheiro que ele ganhará quando for adulto.
Na educação dos filhos, acontece algo parecido: depende de mil coisas. Sobre celulares e tablets, por exemplo, "no fundo sabemos muito pouco, e por enquanto não é o suficiente para dar recomendações assertivas", diz Octavio Medina, economista e coordenador de Educação do Politikon.

Por que são virais

Por que compartilhamos como loucos essas notícias? Elas aproveitam as fraquezas humanas: nos fazem ficar bem, dizem coisas bonitas de nós, oferecerem uma sensação de controle e aplacam nossos medos.
São notícias selfie: colocá-las no Facebook é uma atitude que fala de nós, e nós somos preocupados com a imagem que transmitimos.
A sensação de controle elimina a ansiedade: se expulsamos a Peppa Pig de nossa vida e diminuímos os minutos em que nossos filhos usam o tablet, a educação dos filhos irá bem. Como relaxa pensar isso, mas não é verdade. O caos de mil fatores descontrolados e que não dependem de nós continua existindo. Por isso, a viralidade funciona bem com a educação. Muitas coisas ainda precisam ser confirmadas e isso afeta continuamente nossas decisões sobre talvez o ponto mais sensível de nossas vidas: os filhos. "As possibilidades de escrever matérias virais são infinitas", diz Radesky.
Outras são notícias selfie. Colocá-las no Facebook é uma atitude que fala bem de nós mesmos, e nós nos preocupamos em ter uma boa imagem. Não compartilhamos links pensando apenas se eles podem ser úteis para outros amigos. Também o fazemos por eles refletirem nossas ações como pais: se publicamos algo sobre o uso excessivo de tablets, significa que fazemos o sacrifício de estar com nossos filhos, e que não somos como os outros, que abandonam as crianças na frente da tela. Se a tese do texto é verdadeira ou não, importa menos.
É assim que a viralidade joga com nossos sentimentos. Com técnicas genéricas: mentiras, exageros e títulos chamativos. "Não surpreende”, diz Radesky, “que as 'notícias falsas' se aproveitem de constranger os pais, do culto da maternidade intensiva e de interpretações dramaticamente incorretas de estudos".

A desigualdade é chave

Os cientistas apontam um elemento que afeta o futuro das crianças: a desigualdade. "Há muitas pesquisas que indicam que há uma desigualdade de oportunidades, de acordo com a origem social: os filhos de famílias com mais recursos têm mais sucesso escolar e no trabalho", diz Leire Salazar, professora da UNED. Os tablets ou o rigor da mãe são uma parte pequena diante deste fator, que realmente importa. Um exemplo: na Espanha, um jovem de 15 anos de uma família pobre tem uma possibilidade cinco vezes maior de repetir o ano, mesmo que ele tenha a mesma capacidade matemática, e de ler e escrever que os demais.
As famílias de classe média criam seus filhos de uma forma que lhes proporcione as habilidades para continuarem sendo classe média. "Não é o fato de passar muitas horas na frente da TV que vai atrapalhar o seu futuro, se por outro lado você tem várias oportunidades", diz Salazar. O fato de seus filhos verem desenhos animados importa pouco, desde que você leia para eles, fale com eles na hora do jantar, use um vocabulário variado, deixa eles irem para um acampamento ou passe mais horas cuidando deles.
A professora Tinca Polderman, da Universidade Livre de Amsterdã, reuniu na revista Nature as conclusões sobre o que influi na educação: "Há duas coisas importantes para o desenvolvimento de uma criança: os genes e o ambiente. O ambiente familiar tem uma influência especialmente grande quando é um ambiente prejudicial", afirma. Nos casos de famílias mais estáveis, o impacto de tablets, aulas extra-escolares e horas no videogame é menor, segundo Polderman: "As diferenças em crianças que crescem em famílias ‘normais’ é mais devida à genética e a experiências únicas, não a seu ambiente familiar".

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Liberar geral é desastroso! Proibir é passageiro. Educar é permanente.

        TV e jogos: Liberar, proibir ou educar?

A tentação é grande. Deixar as crianças jogando, assistindo filmes ou TV por horas ou até altas horas.  Certo ou errado não importa, elas ficam quietas ali de frente da telinha e nos dão o sossego que tanto queríamos... Só que as conseqüências também são grandes, proporcionais ao tempo e ao conteúdo do que se vê. Crianças violentas, com sexualidade aflorada muito cedo, sexo banalizado, valores deturpados, pouca criatividade, são alguns dos frutos amargos que temos colhido nesta geração. Assistir ou jogar qualquer coisa, sem critérios, está contribuindo na formação de pessoas sem competências para atuar em um milênio marcado pela valorização do questionamento e rapidez em identificar e resolver demandas e problemas. Não queremos isto para nossas crianças, claro! Então o que fazer?
Já sei que não cometeremos a doidice de cortar TV e jogos de nossos filhos definitivamente. A não ser por um tempo determinado, para discipliná-los, o que funciona muito bem por sinal! Então, o que fazer? Aí vão algumas dicas:
*Leia e siga a indicação do fabricante quanto a faixa etária recomendada.
*Leia pelo menos a sinopse para ver o conteúdo e a trama principal do jogo ou filme. Isso já ajuda bem.
*Assista ou jogue uma vez com sua criança e ensine-a a analisar o que ela vê. Isto dá mais trabalho, claro! Por isso, que ensinar é mais difícil que proibir ou liberar geral. Mas se você investir em educar, chegará o tempo que colherá bons frutos e com o merecido descanso.
Liberar geral é desastroso! Proibir é passageiro. Educar é permanente.

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